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#280 – Gerald’s Game

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Gerald’s Game (2017) – Jogo perigoso
roteiro: Jeff Howard, Mike Flanagan
direção: Mike Flanagan

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#259 – The founder

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The founder (2016) – Fome de poder
roteiro: Robert D. Siegel
direção: John Lee Hancock
[2.5]

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#252 – Baywatch

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Baywatch (2017)
roteiro: Michael Berk
direção: Seth Gordon

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#239 – Creed

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Creed (2015)
roteiro: Ryan Coogler, Aaron Covington
direção: Ryan Coogler

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#218 – Ghost in the shell

Ghost in the shell (2017) – A vigilante do amanhã
roteiro: Jamie Moss
direção: Rupert Sanders

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War for the Planet of the Apes

WAR FOR THE PLANET OF THE APES

War for the Planet of the Apes (2017) – Planeta dos Macacos: A Guerra
roteiro: Mark Bomback, Matt Reeves
direção: Matt Reeves

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O terceiro filme da nova trilogia impressiona nos efeitos visuais e traz um digno final para o prelúdio do longa de 1968. Planeta dos Macacos – A Guerra pode não ser melhor que o segundo filme, mas apresenta efeitos visuais sensacionais e uma premissa simples que cresce com as subtramas que nela estão envolvidas.

O terceiro longa acontece quinze anos depois do primeiro filme (Planeta dos Macacos – A Origem). O planeta está cada vez com mais macacos evoluindo e menos humanos. A guerra ocorre desde o final do segundo longa (Planeta dos Macacos – O Confronto). Depois de ver seu povo atacado, Caesar (Andy Serkis) parte para um confronto direto com o Coronel (Woody Harrelson) em busca de vingança.

Andy Serkis veste mais uma vez o seu “uniforme”, sua atuação é ótima, o CGI deixou as expressões do ator muito mais visíveis e isso ajudou muito para que houvesse a identificação do personagem com o público. Quem esperava ver um vilão engraçadinho e mau, porém divertido, vai se decepcionar. Não que o personagem não seja bom, muito ao contrário, Woody Harrelson faz so Coronel um homem sério, determinado e capaz de qualquer coisa para resgatar a Terra dos macacos. Steve Zahn é o alivio cômico e, com excessão de um ou outro momento, seu personagem funciona muito bem, faz a trama evoluir e ainda serve para fazer o público rir em meio a tanto drama e tristeza. Os outros personagens do filme fazem o seu papel para desenvolver a trama, mas não fogem disso.

WAR FOR THE PLANET OF THE APES

Karin Konoval, left, and Amiah Miller in Twentieth Century Fox’s “War for the Planet of the Apes.”

Os efeitos visuais são um show à parte, cada plano no rosto dos macacos abre um sorriso na cara e assusta ao mesmo tempo de tão real que parece, os pelos reagindo a água, as feições, os gestos e a neve nos pelos deixam o espectador pensando em como isso poderia ficar mais perfeito. Mas não é só o CGI que impressiona, a fotografia do filme é outro ponto positivo, os enquadramentos e os planos da mata e das montanhas nas neves são belíssimos. As cenas de confronto entre humanos e macacos vão num crescendo, com a tensão sendo criada através da trilha de Michael Giacchino, que aumenta a expectativa do que está por vir. Aliás, o roteiro gera, no primeiro e segundo ato, uma grande expectativa de confronto entre macacos e humanos que não é cumprida em seu desfecho. A guerra em si se torna algo irônico.

Planeta dos Macacos – A Guerra encerra o reboot/prelúdio da franquia de cabeça erguida e com dignidade. Um filme inteligente, com um bom roteiro e bons atores, ganha seu público pelos fãs do longa com Charlton Heston de 1968 e pelos incríveis efeitos visuais já elogiados e aprimorados do longa de 2014.

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Denial

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Denial (2016) – Negação
roteiro: David Hare
direção: Mick Jackson

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 29/06/2017)

 

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Baseado no livro Negação (History on Trial: My Day in Court with a Holocaust Denier), o filma conta o embate legal entre Deborah E. Lipstadt (Rachel Weisz) e David Irving (Timothy Spall). Irving acusou Lipstadt – assim como a editora britânica da autora, Penguin Books – de difamação quando ela o chamou de negador do Holocausto. Diferente da maioria dos países, em que cabe ao querelante provar sua acusação, no sistema legal britânico, não há presunção de inocência, recaindo o ônus da prova sobre o acusado. Sendo assim, cabia à equipe de advogados contratados pela Penguin – encabeçada por Richard Rampton (Tom Wilkinson) e Anthony Julius (Andrew Scott) – provar que a queixa de Irving era infundada.

Irving, sendo um estudioso da Segunda Grande Guerra e principalmente de Hitler, acusou Lipstad de ter afirmado que ele manipulara e distorcera evidências a fim de isentar o Reich e, por conseguinte, Hitler de ter matado judeus deliberadamente. Enquanto a maioria de nós, leigos, ou melhor, não-advogados pensaria que o melhor argumento seria confirmar a ocorrência do Holocausto, os advogados de defesa optaram, sabiamente, por combater a difamação que Irving dizia ter sofrido. Deborah deixa claro que sua intenção era reafirmar o Holocausto, dando voz aos sobreviventes e aos que pereceram nos campos de concentração. Contudo, os advogados a convencem, muito a contragosto, de que a estratégia planejada por eles era a melhor opção. E, ao final, do julgamento, em um veridito de trezentas e poucas páginas, o juiz Charles Gray (Alex Jennings), dá ganho de causa à defesa por ter efetivamente provado que Irving, sim, distorcera evidências a fim de defender seus pontos de vista e que, portanto, o que Lipstad dissera não configurava difamação.

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A história, em si, é simples. O que chama a atenção são as questões sucitadas pelo evento. Como é possível que existam pessoas capazes de colocar em dúvida um evento histórico dessa magnitude? Simplesmente por não haver fotos que o comprovem, como diz Lipstad a seus alunos? O quão fácil é distorcer a verdade, usando apenas palavras, falácias e argumentos tendenciosos?

É o trecho de Denying the Holocaust: the Growing Assault on Truth and Memory, em que Lipstad descreve os métodos de Irving, que ele usou para acusá-la:

“Irving é um dos mais perigosos porta-vozes do negacionismo do Holocausto. Conhecedor da evidência histórica, ele a distorce até que ela se adapte a suas inclinações ideológicas e objetivos políticos. Um homem convencido de que o grande declínio da Grã-Bretanha foi acelerado pela decisão de entrar em guerra contra a Alemanha, ele é muito hábil em pegar informações corretas e moldá-las para confirmar suas próprias conclusões. Uma resenha de seu recente livro, Churchill’s War, publicada no New York Review of Books, analisa corretamente sua prática de tratar as evidências de forma parcial. Ele exige “prova documental absoluta” quando o assunto é provar a culpa dos alemães, mas se baseia em evidências altamente circunstanciais para condenar os Aliados. Essa é uma descrição correta não apenas das táticas de Irving, mas das dos negacionistas em geral.”
(p.181)

Conciso, de abordagem simples, trata o assunto de forma direta, sem floreios ou melodramas desnecessários. E, apesar de parecer muito um telefilme, tem aquele “quê” a mais que faz o espectador continuar pensando a respeito das questões levantadas durante o filme.

Em termos de produção, não tem nada de excepcional. Talvez desagrade aquele que estiver atrás de uma experiência cinematográfica diferenciada. Mas é um daqueles filmes que é preciso assistir.


Mais informações sobre o processo:
Irving vs Penguin Books Ltd

Entrevista com Irving – Channel 4


#202 – L’Attesa

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L’Attesa (2015) – A espera
roteiro: Giacomo Bendotti, Ilaria Macchia
direção: Piero Messina

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#184 – The circle

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The circle (2017) – O círculo
roteiro e direção: James Ponsoldt

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#164 – Denial

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Denial (2016) – Negação
roteiro: David Hare
direção: Mick Jackson

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