crítica

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Star Wars: The Last Jedi

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Star Wars: The Last Jedi
roteiro e direção: Rian Johnson


 
 
 
 
No ano de 1980, foi lançado o que é considerado por muitos o melhor filme da franquia de Star Wars, O Império Contra-Ataca. Em 2015, a saga espacial teve seu retorno triunfal com O Despertar da Força, que foi recebido por muitos como uma inspiração de Uma Nova Esperança. Eis que chega o mais novo capítulo, Os Últimos Jedi. Será que sua inspiração vem de O Império Contra-Ataca e, se vem, chega aos pés do aclamado episódio V?

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Going in style

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Going in style (2017) – Despedida em Grande Estilo
roteiro: Theodore Melfi
direção: Zach Braff

« post publicado originalmente no Vortex Cultural, em 25/10/2017 »

 

Willie (Morgan Freeman), Joe (Michael Caine) e Albert (Alan Arkin) são amigos há décadas. Levam uma vida sossegada de aposentados, o que inclui partidas de bocha. Até que inexplicavelmente param de receber sua aposentadoria. Numa ida ao banco para discutir a hipoteca de sua casa, Joe testemunha um assalto bem sucedido. E, querendo dar um a fim a seus problemas financeiros, começa a pensar que cometer seu próprio assalto é uma boa saída. E chama Willie e Albert para a empreitada.

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Justice League

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Justice League (2017) – Liga da Justiça
roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
direção: Zack Snyder

Há muito tempo um filme do mais famoso grupo de super-heróis da DC comics é esperado. Com muitas animações, um filme cancelado e um universo com recepção instável de crítica e público, finalmente a adaptação da equipe saiu, e ele se sai bem.

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Thor: Ragnarok

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Thor: Ragnarok (2017)
roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle
direção: Taika Waititi

 
 
 
 
Desde o primeiro Homem de Ferro, a Marvel tem sido incrivelmente bem sucedida com seus filmes (mesmo alguns sendo ruins). Mas chega uma hora em que é necessário mudar, incrementar, experimentar coisas novas. E aqui está provavelmente a junção dessas três coisas, aqui está um dos melhores filmes da Marvel Studios e o melhor filme do Deus do Trovão.

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You’ll float too.

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It (2017) – It: A coisa
roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga
direção: Andy Muschietti

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 06/09/2017)

 

Pennywise (Bill Skarsgård), o palhaço mais assustador da cultura pop, está de volta em mais uma adaptação da obra de Stephen King. >>> Com roteiro de Chase Palmer, Cary Fukunaga e direção de Andy Muschietti < << O filme conta a história do autodenominado "Losers Club" (clube dos perdedores), um grupo de amigos, pré-adolescentes, que moram na pequena cidade de Derry, no estado de Maine, que começa a investigar o desaparecimento de várias crianças e adolescentes. Enquanto tentam descobrir o que aconteceu aos desaparecidos, se deparam com Pennywise, o palhaço - uma encarnação do mal que tem espalhado mortes e violência na cidadezinha há séculos, desde sua fundação.

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Blade Runner 2049

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Blade Runner 2049 (2017)
roteiro: Hampton Fancher, Michael Green
direção: Denis Villeneuve

Estamos vivendo na era dos remakes, reboots e sequências. Jurassic World, Star Wars, Indiana Jones e agora chegou talvez a mais arriscada sequência dos clássicos dos anos 70/80, Blade Runner 2049. Uma continuação para a ficção mais intelectual e filosófica feita na época foi entregue nas mãos de um dos melhores diretores atualmente. Mas a pergunta que não quer calar é: Deckard é um replicante?

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Kingsman: The Golden Circle

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Kingsman: The Golden Circle (2017) – Kingsman: o círculo dourado
roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn
direção: Matthew Vaughn

Tiros, barulho, paleta de cores diversas, lutas bem coreografadas, piadas provocativas e sexuais, muitos efeitos especiais e apetrechos de espiões. Kingsman: O Círculo Dourado repete elementos do seu predecessor utilizando tudo em dobro, mas se esquece do principal, um bom roteiro.

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It: A Coisa

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It (2017) – It: A coisa
roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga
direção: Andy Muschietti

 

 

Já faz algum tempo que os filmes de terror são produzidos com o objetivo claro de fazer dinheiro fácil sem ter muito trabalho ou se arriscar. A maioria desses filmes lançados são massacrados pela crítica, raros são os que entendem o gênero de terror e conseguem ter um bom resultado. It: A Coisa, é, com certeza, uma exceção.

A história se passa no ano de 1984, na pacata cidade de Derry, onde crianças começam a desaparecer misteriosamente. Bill (Jaeden Lieberher), cujo irmão também desapareceu, junta seu grupo de amigos intitiluado de Clube dos Perdedores, iniciando uma investigação que levará a uma assustadora aventura, trazendo à tona seus piores medos e, consequentemente, Pennywise, O Palhaço Dançarino (Bill Skarsgård). Andy Muschietti dirige este que é seu segundo longa. Ele mistura elementos de aventura, comédia e terror de um modo que o espectador não fique cansado ou entediado por alguns acontecimentos.

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Doidas e santas

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Doidas e santas (2016)
roteiro e direção: Paulo Thiago

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 27/08/2017)

 

O filme conta a história de Beatriz Lira, uma psicanalista de sucesso, terapeuta de casais, com vários livros publicados sobre o assunto, que se vê às voltas com uma crise no relacionamento com seu marido, Orlando (Marcelo Faria). Exemplo típico de “casa de ferreiro, espeto de pau”. Ela, que passa os dias no consultório, atendendo e ajudando casais, enfrenta essa crise conjugal que a faz repensar os rumos de sua vida. Além da crise conjugal, tem de lidar com a filha adolescente, Marina (Luana Maia), a mãe que passa a morar com ela, Elda (Nicette Bruno), a irmã ausente, Berenice (Georgiana Góes).

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Bingo: O Rei das Manhãs

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Bingo: O Rei das Manhãs (2017)
roteiro: Luiz Bolognesi
direção: Daniel Rezende

Atualmente, quando estreia algum filme nacional que é distribuído para o grande público, as pessoas geralmente denigrem o longa antes mesmo de assisti-lo – e, convenhamos, não por falta de más experiências. Bingo não deve ser um desses, pois ele entrega tudo o que se espera de um bom filme e ainda dá um grande passo para os longas feitos para o grande público.

Augusto Mendes é um ator mal sucedido que ganha trocados fazendo pontas em novelas e pornochanchadas. Em um teste para um papel em uma novela, ele acaba se tornando a escolha para ser o palhaço Bingo, que havia acabado de chegar à tv brasileira. Atingindo grande sucesso, ele precisa manter sua identidade em segredo ou perder tudo que havia conquistado.

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Daniel Rezende faz sua estreia na direção de um modo brilhante, incríveis transições de tempo e espaço, planos-sequência muito bem montados e uma mise-en-scène que faz parecer que os anos 80 estão logo atrás das portas. A fotografia do filme, vale mencionar, que é comandada por Lula Carvalho, é um show a parte. O tom amarelado e o jogo com a luz contra a câmera, fazendo com que a sombra fique na frente, torna cada cena sutilmente mais linda. A câmera lenta é usada muito bem, aparece pouco mas torna alguns momentos mais emocionais na medida certa. A trilha sonora do filme é bem composta, deixando certas cenas dramáticas sem aquela famosa trilha melancólica e aquecendo outras cenas com composições calmas porém provocantes.

Vladimir Brichta está em uma atuação surpreendente. Ele já costumava fazer alguns papeis onde seu personagem era um cara cômico, mas nunca com uma boa carga dramática. Bingo trouxe para Brichta um desafio, que ele sem dúvidas superou – um homem perturbado, engraçado e sem controle de si mesmo. Leandra Leal faz a chefe durona. Augusto Madeira é o melhor amigo e o segundo alívio cômico (já que Brichta tira boas risadas do público). A participação de Domingos Montagner é brilhante, considerando o fato de que começou sua carreira artística em um circo, e no longa ele se torna o tutor de Brichta.

A direção e a fotografia transformam o que seria mais uma história de fama que sobe a cabeça em um filme bonito, cativante e prazeroso de se assistir. O roteiro é bem escrito, com exceção de algumas falas muito expositivas e forçadas, que estão ali apenas para fazer com que o filme passe para a próxima situação, sem nenhuma fluidez. Enquanto algumas cenas têm poucos cortes e são compostas por travellings, outras tem cortes excessivos.

Bingo: O Rei das Manhãs é um grande passo para o cinema brasileiro e para as produtoras que querem fazer filmes dramáticos para um grande público. Um acerto e tanto, que abre novas possibilidades para os cineastas que queiram contar suas histórias.