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It: A Coisa

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It (2017) – It: A coisa
roteiro: Chase Palmer, Cary Fukunaga
direção: Andy Muschietti
3.5 Stars

 

 

Já faz algum tempo que os filmes de terror são produzidos com o objetivo claro de fazer dinheiro fácil sem ter muito trabalho ou se arriscar. A maioria desses filmes lançados são massacrados pela crítica, raros são os que entendem o gênero de terror e conseguem ter um bom resultado. It: A Coisa, é, com certeza, uma exceção.

A história se passa no ano de 1984, na pacata cidade de Derry, onde crianças começam a desaparecer misteriosamente. Bill (Jaeden Lieberher), cujo irmão também desapareceu, junta seu grupo de amigos intitiluado de Clube dos Perdedores, iniciando uma investigação que levará a uma assustadora aventura, trazendo à tona seus piores medos e, consequentemente, Pennywise, O Palhaço Dançarino (Bill Skarsgård). Andy Muschietti dirige este que é seu segundo longa. Ele mistura elementos de aventura, comédia e terror de um modo que o espectador não fique cansado ou entediado por alguns acontecimentos.

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Bingo: O Rei das Manhãs

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Bingo: O Rei das Manhãs (2017)
roteiro: Luiz Bolognesi
direção: Daniel Rezende
4 Stars

Atualmente, quando estreia algum filme nacional que é distribuído para o grande público, as pessoas geralmente denigrem o longa antes mesmo de assisti-lo – e, convenhamos, não por falta de más experiências. Bingo não deve ser um desses, pois ele entrega tudo o que se espera de um bom filme e ainda dá um grande passo para os longas feitos para o grande público.

Augusto Mendes é um ator mal sucedido que ganha trocados fazendo pontas em novelas e pornochanchadas. Em um teste para um papel em uma novela, ele acaba se tornando a escolha para ser o palhaço Bingo, que havia acabado de chegar à tv brasileira. Atingindo grande sucesso, ele precisa manter sua identidade em segredo ou perder tudo que havia conquistado.

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Daniel Rezende faz sua estreia na direção de um modo brilhante, incríveis transições de tempo e espaço, planos-sequência muito bem montados e uma mise-en-scène que faz parecer que os anos 80 estão logo atrás das portas. A fotografia do filme, vale mencionar, que é comandada por Lula Carvalho, é um show a parte. O tom amarelado e o jogo com a luz contra a câmera, fazendo com que a sombra fique na frente, torna cada cena sutilmente mais linda. A câmera lenta é usada muito bem, aparece pouco mas torna alguns momentos mais emocionais na medida certa. A trilha sonora do filme é bem composta, deixando certas cenas dramáticas sem aquela famosa trilha melancólica e aquecendo outras cenas com composições calmas porém provocantes.

Vladimir Brichta está em uma atuação surpreendente. Ele já costumava fazer alguns papeis onde seu personagem era um cara cômico, mas nunca com uma boa carga dramática. Bingo trouxe para Brichta um desafio, que ele sem dúvidas superou – um homem perturbado, engraçado e sem controle de si mesmo. Leandra Leal faz a chefe durona. Augusto Madeira é o melhor amigo e o segundo alívio cômico (já que Brichta tira boas risadas do público). A participação de Domingos Montagner é brilhante, considerando o fato de que começou sua carreira artística em um circo, e no longa ele se torna o tutor de Brichta.

A direção e a fotografia transformam o que seria mais uma história de fama que sobe a cabeça em um filme bonito, cativante e prazeroso de se assistir. O roteiro é bem escrito, com exceção de algumas falas muito expositivas e forçadas, que estão ali apenas para fazer com que o filme passe para a próxima situação, sem nenhuma fluidez. Enquanto algumas cenas têm poucos cortes e são compostas por travellings, outras tem cortes excessivos.

Bingo: O Rei das Manhãs é um grande passo para o cinema brasileiro e para as produtoras que querem fazer filmes dramáticos para um grande público. Um acerto e tanto, que abre novas possibilidades para os cineastas que queiram contar suas histórias.

War for the Planet of the Apes

WAR FOR THE PLANET OF THE APES

War for the Planet of the Apes (2017) – Planeta dos Macacos: A Guerra
roteiro: Mark Bomback, Matt Reeves
direção: Matt Reeves
4 Stars

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O terceiro filme da nova trilogia impressiona nos efeitos visuais e traz um digno final para o prelúdio do longa de 1968. Planeta dos Macacos – A Guerra pode não ser melhor que o segundo filme, mas apresenta efeitos visuais sensacionais e uma premissa simples que cresce com as subtramas que nela estão envolvidas.

O terceiro longa acontece quinze anos depois do primeiro filme (Planeta dos Macacos – A Origem). O planeta está cada vez com mais macacos evoluindo e menos humanos. A guerra ocorre desde o final do segundo longa (Planeta dos Macacos – O Confronto). Depois de ver seu povo atacado, Caesar (Andy Serkis) parte para um confronto direto com o Coronel (Woody Harrelson) em busca de vingança.

Andy Serkis veste mais uma vez o seu “uniforme”, sua atuação é ótima, o CGI deixou as expressões do ator muito mais visíveis e isso ajudou muito para que houvesse a identificação do personagem com o público. Quem esperava ver um vilão engraçadinho e mau, porém divertido, vai se decepcionar. Não que o personagem não seja bom, muito ao contrário, Woody Harrelson faz so Coronel um homem sério, determinado e capaz de qualquer coisa para resgatar a Terra dos macacos. Steve Zahn é o alivio cômico e, com excessão de um ou outro momento, seu personagem funciona muito bem, faz a trama evoluir e ainda serve para fazer o público rir em meio a tanto drama e tristeza. Os outros personagens do filme fazem o seu papel para desenvolver a trama, mas não fogem disso.

WAR FOR THE PLANET OF THE APES

Karin Konoval, left, and Amiah Miller in Twentieth Century Fox’s “War for the Planet of the Apes.”

Os efeitos visuais são um show à parte, cada plano no rosto dos macacos abre um sorriso na cara e assusta ao mesmo tempo de tão real que parece, os pelos reagindo a água, as feições, os gestos e a neve nos pelos deixam o espectador pensando em como isso poderia ficar mais perfeito. Mas não é só o CGI que impressiona, a fotografia do filme é outro ponto positivo, os enquadramentos e os planos da mata e das montanhas nas neves são belíssimos. As cenas de confronto entre humanos e macacos vão num crescendo, com a tensão sendo criada através da trilha de Michael Giacchino, que aumenta a expectativa do que está por vir. Aliás, o roteiro gera, no primeiro e segundo ato, uma grande expectativa de confronto entre macacos e humanos que não é cumprida em seu desfecho. A guerra em si se torna algo irônico.

Planeta dos Macacos – A Guerra encerra o reboot/prelúdio da franquia de cabeça erguida e com dignidade. Um filme inteligente, com um bom roteiro e bons atores, ganha seu público pelos fãs do longa com Charlton Heston de 1968 e pelos incríveis efeitos visuais já elogiados e aprimorados do longa de 2014.

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Baby Driver

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Baby Driver (2017) – Em ritmo de fuga
roteiro e direção: Edgar Wright
4.5 Stars

 
 
 

A partir de hoje, temos um novo colaborador aqui no blog, Bruno Rospe. E já começa muito bem com uma crítica do filme mais recente de Edgar Wright. Espero que esta seja a primeira de muitas constribuições do Bruno por aqui. Seja bem-vindo!

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