Thor: Ragnarok

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Thor: Ragnarok (2017)
roteiro: Eric Pearson, Craig Kyle
direção: Taika Waititi

 
 
 
 
Desde o primeiro Homem de Ferro, a Marvel tem sido incrivelmente bem sucedida com seus filmes (mesmo alguns sendo ruins). Mas chega uma hora em que é necessário mudar, incrementar, experimentar coisas novas. E aqui está provavelmente a junção dessas três coisas, aqui está um dos melhores filmes da Marvel Studios e o melhor filme do Deus do Trovão.

Após enfrentar Ultron e seus robôs, Thor parte para o Cosmos em busca de respostas. No caminho ele acaba se tornando prisioneiro em um planeta enquanto a Deusa da Morte está prestes a destruir seu mundo. O filho de Odin entra em uma corrida contra o tempo para impedi-la e evitar o Ragnarok, o fim de tudo.

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O longa tem a direção do engraçadíssimo Taika Waititi (ele fez um incrível falso documentário sobre vampiros chamado O que Fazemos nas Sombras). É mais que correto dizer que esse filme é uma comédia, pura e escrachada. Ele apresenta piadas nas horas certas (o que nesse caso seria a qualquer instante). No início, é surpreendente a quantidade de piadas lançadas, depois fica previsível, mas isso não quer dizer que não é bom. Impressionante como do nada você esta pedindo para que eles contem alguma piada, pedindo por mais.

A história do filme não é nada muito complicado. O herói que volta para salvar seu povo. Nada que não tenhamos visto antes, mas o modo como ela é contada torna tudo natural. Os diálogos e as chamadas de desculpas narrativas são muito bem construídos, fazendo com que o filme flua sem pressa de chegar ao fim e sem retardar para conseguir desenvolver seus personagens.

Com um grande acerto no 3D e na comédia, o filme peca em poucas coisas e uma delas é a pós produção. Os efeitos visuais para um filme de orçamento tão grande deveriam ser espetaculares, quando na verdade parecem efeitos de séries de tv de baixo custo. Assim como o Hulk, alguns monstros são bons. Já as cenas que contém planos abertos são desastrosas, só faltava ter uma placa dizendo: Tela Verde.

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Os personagens… ah os personagens. Chris Hemsworth é um ator perfeito para comédia, seu timing, suas feições e seu jeito todo sério que deveria seguir, tiram boas gargalhadas, ele entrega o mínimo pedido nas cenas mais sérias, nada surpreendente. Tom Hiddleston faz o mesmo Loki de sempre, as piadas, os truques, apenas mais do mesmo que vimos nos últimos 3 filmes. Mark Ruffalo deixa de lado todo o drama que lhe foi proposto em Vingadores: Era de Ultron e abraça, assim como seus companheiros, a comédia, muito bem por sinal. Agora seguimos para os novos integrantes, Tessa Thompson talvez seja a personagem menos desenvolvida apropriadamente, um passado raso e apesar de ser boa atriz e muito carismática ela dentre todos esses “comediantes” é a que menos se encaixa. Cate Blanchett encarna uma boa vilã para os padrões de vilões da Marvel, ela é graciosa, de beleza estonteante, fatal e assim como os outros tem a língua afiada para piadas, uma vilã ameaçadora. Karl Urban tem um bom tempo de alívios cômicos, mas seu personagem não tem nenhuma ameaça ou história que traga empatia. Jeff Goldblum é a cereja do bolo do filme, seu personagem é espontâneo, alegre, temível e fatal e, provavelmente, o mais engraçado de todos.

Taika Waititi trouxe para a Marvel a mudança de espirito que os filmes do Thor precisavam, a incrementada de boas piadas para um filme que quer se arriscar no gênero e a experiência de improvisar as cenas, grande parte das cenas de diálogos foram improvisadas. Thor: Ragnarok tem seus defeitos, mas nada que umas risadas não nos façam esquecer.

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