Kingsman: The Golden Circle

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Kingsman: The Golden Circle (2017) – Kingsman: o círculo dourado
roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn
direção: Matthew Vaughn

Tiros, barulho, paleta de cores diversas, lutas bem coreografadas, piadas provocativas e sexuais, muitos efeitos especiais e apetrechos de espiões. Kingsman: O Círculo Dourado repete elementos do seu predecessor utilizando tudo em dobro, mas se esquece do principal, um bom roteiro.

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Eggsy volta às telas para salvar o mundo novamente. Com a Kingsman destruída e seus membros eliminados, Eggsy e Merlin são obrigados a se unirem a seus “primos”, os Statesman, um grupo de agentes secretos e independentes dos Estados Unidos. Juntos eles devem deter o Círculo Dourado, uma organização comandada por Poppy (versão feminina do personagem de Samuel L. Jackson).

Matthew Vaughn é novamente o diretor e roteirista. Vaughn teve o desafio de criar a história se baseando apenas no seu antecessor, já que a história de Mark Millar foi toda adaptada no primeiro filme. E não foi um desafio muito bem-sucedido. A trama do filme não é original, o plano de Julianne Moore é clichê e as soluções feitas para movimentar a trama ou manter o espectador interessado são, na maioria das vezes, mal pensadas. Assim como no primeiro filme, as piadas são feitas na medida certa e no tempo certo, algumas com referências ao anterior e outras completamente novas.

Os efeitos especiais não impressionam, mas também não são péssimos, nota-se facilmente quando há efeitos, mas nada que deixe quem assiste desconfortável pela falta de qualidade. A trilha de Henry Jackman é um dos pontos positivos do filme. Pode ser o mais ridículo momento do filme mas, se está tocando a música tema dos Kingsman, o momento se torna mais divertido e otimista. As cenas de ação são o ponto mais forte do filme e é o que nos faz lembrar de quão bom foi o primeiro longa. Vaughn trabalha suas cenas de ação com muitos cortes, travellings e CGI. Por mais que cenas de ação gravadas em plano médio e câmera parada sejam mais entendíveis, Vaughn consegue deixar seus cortes naturais e seus travellings fluídos, de modo que (diferente de Transformers) o público não se perca na cena.

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Taron Egerton interpreta Eggsy, voltando a seu papel anterior só que mais maduro, ele convence como um Kingsman, mas traz seu espírito juvenil junto. Mark Strong, Sophie Cookson e Hanna Alstrõm fazem mais do mesmo, já Colin Firth inicia fazendo uma boa caricatura de esquecido e louco, fica completamente desordenado e termina voltando para si. Os novos integrantes: Halle Berry faz a versão feminina de Merlin, Channing Tatum se tivesse mais tempo de tela poderia ser bem melhor, mas infelizmente o personagem não foi pensado para esse filme, quem sabe no próximo; Jeff Bridges faz a si mesmo, mas nunca é demais ver Bridges atuando; Pedro Pascoal é um dos que rouba a cena, apesar da sua fraca motivação, o personagem tem boas cenas e cativa; Julianne Moore é uma criança em corpo de gente grande, com o espirito do personagem de Jackson. Elton John não era necessário, mas já que ele está vamos desfrutar de sua presença, com boas piadas, o músico tira risadas sempre que aparece.

Com um roteiro ruim e um bom diretor se faz um bom filme e é isso o que Kingsman: O Círculo Dourado é, um roteiro fraco e superficial que foi para as telas pelas mãos de um ótimo diretor. Decepcionando em alguns aspectos, o longa acerta mais do que erra e não supera seu antecessor.

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