Unforgettable

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Unforgettable (2017) – Paixão Obsessiva
roteiro: Christina Hodson, David Leslie Johnson
direção: Denise Di Novi

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 21/04/2017)

 

O filme começa in media res, com Julia Banks (Rosario Dawson) numa sala de interrogatório de uma delegacia, com o rosto bam machucado, aparentemente dando depoimento sobre a agressão sofrida. Obviamente, não é bem isso. O investigador quer que ela explique como aquele homem – Michael Vargas, um ex-namorado de Julia – acabou sendo morto na casa dela, depois de ter sido atraído para lá por uma série de mensagens de cunho erótico enviadas via Facebook.
Corta.

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Seis meses antes, Julia estava largando uma ótima colocação em NY a fim de se mudar para uma cidadezinha onde seu noivo – David Connover (Geoff Stults), divorciado, com uma filha de uns 10 anos – tem uma pequena cervejaria. A adaptação de Julia à nova vida tem seus percalços. Mas tudo piora quando a ex-esposa de David, Tessa Connover (Katherine Heigl), fica sabendo que o casal pretende se casar. Com atitudes bem à la Glenn Close, em Atração fatal, Tessa passa a infernizar o dia-a-dia de Julia.

Mesmo que o espectador vá assistir sem saber do enredo – descrito na sinopse oficial – concluiria rapidamente que não tinha como aquilo dar certo. A ex tem uma cara de perturbada que realmente assusta e que só os personagens da história não percebem. Aliás, a performance de Heigl merece ser reconhecida. Todo o elenco está bem – Dawson principalmente – mas Heigl se sobressai, com um olhar de quem tenciona fuzilar o espectador a qualquer momento.

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Apesar da curta duração – apenas 1h40m – é um filme cansativo. E a principal razão é por ser muito, muito previsível. Estar repleto de clichês também não colabora. Assiste-se pensando “Ok, já entendi, pode pular para o desfecho, para eu sair logo e tomar um sorvete”. O que era para ser um thriller acaba sendo apenas um dramazinho mal costurado, que causa risadas em vez de tensão. Não há como não achar graça das caras e bocas da mãe de Tessa (Cheryl Ladd), da credulidade improvável de Vargas, da quantidade de clichês narrativos mal utilizados, do excesso de obviedades, dos diálogos previsíveis, dos exageros em cena.

A fotografia é boa, a trilha sonora não atrapalha, cenografia e figurino OK. É um filme “assistível” mas, ao contrário do que o título original sugere, totalmente “esquecível”.

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